pequenas ações

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são de pequenas ações e de pequenos passos que a Simplee tem vivido nesse ultimo mês. minha rotina mudou completamente e do inicio de maio pra cá pois como escrevi no post anterior, eu agora estou num trabalho full time, depois de quase dois anos só de freelas e outros trabalhos instáveis. 

eu gosto da rotina de trabalhar e estou gostando do meu trabalho, embora ele seja bem puxado e demande mais ou menos 12h do meu dia, entre horas trabalhadas e tempo de deslocamento. estive bem otimista ultimamente quanto a isso. penso que se demoro para me deslocar, por outro lado eu tenho tempo de ler, coisa que eu não conseguia integrar na minha rotina de freela ou de estar em casa, ou se por um lado o trabalho seja puxado, estou aprendendo muito e tenho bastante interesse no que estou fazendo. enfim, esse é o tipo de pensamento que eu tenho tido, o que é bom. 

porém, tudo isso acarreta muito menos tempo para pensar em novas coisas, novos rumos e experimentos. não tenho tido novas ideias e me pergunto: como as pessoas fazem? como várias meninas que eu conheço e que participam de feiras, produzem e tem um trabalho de mais de 8h ou freelas igualmente exaustivos dão conta de produzir tanto? como elas conseguem sacrificam o sono? que horas elas cozinham? como algumas delas tem filhos?hahaha 

e olha que eu reconheço todas as facilidades que eu tenho em casa. tenho alguém com quem posso contar, que me espera quase todo dia com comida pronta, que coloca comida pro gato e além de levar coisas no correio quando eu preciso faz mais um milhão de coisas. tenho consciência da vida confortável que eu levo. 

e mesmo assim, quando eu me comparo nem que seja o mínimo que for com essas meninas as quais eu admiro muito, me sinto completamente desleixada e mole. "não estou fazendo o bastante" e enquanto escrevo isso e sinto enquanto digito essas palavras percebo que aí é que reside todo o problema, nas comparações cruéis que fazemos entre nós mesmos e os outros. 

nos dias em que me sinto mais bem humorada e feliz comigo mesma, são os dias que eu estou despretensiosamente atravessando a rua, com um livro na mão e eu me sinto contente comigo mesma. nessas horas eu me lembro de como eu preciso me admirar mais, de como eu estou feliz com quem eu sou e por onde estou indo, de como eu sinto que os passos que eu dei até aqui fizeram sentido e que a minha caminhada é bonita. é tão necessário reconhecer isso!

a gente raramente tem pela gente o mesmo olhar benevolente e de admiração que temos pelos outros. raramente nos parabenizamos pelas nossas conquistas ou reconhecemos o quanto aprendemos e o quanto fazemos todos os dias. é preciso amplificar essa vozinha que fala dentro da nossa cabeça "você está indo bem, apenas continue" ou "como você está bonita hoje" ou ainda "você aprendeu tanto até aqui, deveria se orgulhar". 

apenas ouça tudo isso. e esteja feliz com quem você é.