domingo

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A vontade de escrever sobre o domingo veio quando este já estava batendo as botas, depois de comer uma pizza maravilhosa (um ritual nosso de domingo) no sofá, assistindo Friends. Já era tarde quando me levantei dali e deixei para escrever de manhã. Que engano! Teria que acordar uma hora mais cedo, coisa que nunca faço e bom, o tempo passou e agora já é quinta-feira. 

É raro ficarmos em casa ou não termos algum compromisso nos finais de semana e tirando as horas de sono, fico muito mais tempo fora do que dentro de casa, o que faz com que eu queira aproveitar cada segundo de sossego na minha casinha.

Curioso pensar em como a gente valoriza muito as coisas que não nos são fáceis, que nos custam algo. É aquele clichê de "só valoriza depois que perde" e nesse caso, não perdi nada, mas o tempo que eu tenho para curtir minha casa e fazer minhas coisas é bem escasso. 

Por isso tenho cultivado os pequenos rituais que me deixam feliz que vão desde o café demorado de manhã (o que eu tento repetir ao longo da semana, que é meu momento-domingo de todos os dias), até a pizza de fermentação natural no final da noite. 

Gosto em especial de prestar atenção nos detalhes e sensações que acabam me escapando na velocidade em que passa a semana: a fumacinha em espiral que sobe quando a água encontra o pó de café; o cheirinho da panqueca de banana; os brotinhos novos das plantas (quando estas vão bem); a luz da tarde que bate na sala de um jeito que eu nunca vejo pois não costumo estar em casa neste horário e que é bem diferente do jeito que irá bater no inverno. 

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Olho para a minha casa e fico feliz, quase não acredito que eu moro aqui. E penso que eu posso não passar tanto tempo nela quanto eu gostaria ou acho ideal, mas de modo geral, quando estou aqui, eu estou aqui, sabe? Não quero estar em nenhum outro lugar. Sei como é não estar de verdade onde se está, com a cabeça a mil, distraída e acho que é por isso que para mim, estar presente percebendo o que me faz feliz, já é maravilhoso.