experimento: sacolas de plástico

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Logo quando comecei a procurar vídeos sobre cestaria no Youtube, me deparei com alguns tutoriais que ensinavam a fazer cestas usando sacolas plásticas. E embora estivesse procurando soluções viáveis para começar a produzir levando em conta materiais que tivessem alguma contrapartida de interesse ambiental ou sustentável, não me senti muito atraída por este material e optei por começar o aprendizado através das cordas, primeiro de algodão e depois de sisal. 

Mas fiquei com vontade de dar uma chance para as sacolinhas, principalmente depois daquela semana em que aquela capa da National Geographic sobre plástico estava em todo lugar. Também pudera, né? São imagens bem terríveis como esta que fazem a gente levar um chacoalhão e repensar muitos dos nossos padrões de consumo, que já damos como certos, de tão enraizados que estão à nossa rotina. 

As sacolinhas de plástico são um belo exemplo desse tipo de coisa, que faz parte da nossa vida e a gente nem questiona o porquê. Eu mesma tenho muitas aqui em casa, de quando vou fazer compras e esqueço de levar ecobags. E por isso, resolvi testar o uso desse material na confecção de cestos.

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E deu certo! É claro que este foi um teste e que pude notar várias coisas que faria diferente em uma segunda oportunidade, mas acho que foi um teste bem-sucedido. Optei pela lã pois acho que o barbante é um material que não se comportaria tão bem com o plástico, que percebi depois ser mais escorregadio do que parece para trabalhar.

Uma questão que eu deveria pesquisar nos vídeos de tutorial disponíveis é a emenda de uma sacolinha na outra, pois mesmo quando se dobra a cesta igualmente, algumas partes têm menos volume de plástico que outras, o que resulta em uma diferença de espessura ao longo do "rolinho" que dá forma à cesta. Então o melhor a se fazer é emendar a parte com menos volume da sacola com a parte de maior volume, para tentar manter o "rolinho"uniforme. 

Outro aspecto que faz com que as espessuras ao longo da cesta variem é a força que se coloca ao apertar a lã em volta do "rolinho" de plástico. Ao contrário da corda de sisal, que é dura e se sustenta por si só, o plástico é bem maleável, o que resulta em uma variação grande de espessura caso você aperte demais ou de menos. 

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Questões à parte, tenho mais um experimento para compor a coleção de objetos-experimentos que vão ficando pela casa e gosto de como cada um deles me lembra uma fase da minha vida ou da Simplee.