mesa

domingo

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A vontade de escrever sobre o domingo veio quando este já estava batendo as botas, depois de comer uma pizza maravilhosa (um ritual nosso de domingo) no sofá, assistindo Friends. Já era tarde quando me levantei dali e deixei para escrever de manhã. Que engano! Teria que acordar uma hora mais cedo, coisa que nunca faço e bom, o tempo passou e agora já é quinta-feira. 

É raro ficarmos em casa ou não termos algum compromisso nos finais de semana e tirando as horas de sono, fico muito mais tempo fora do que dentro de casa, o que faz com que eu queira aproveitar cada segundo de sossego na minha casinha.

Curioso pensar em como a gente valoriza muito as coisas que não nos são fáceis, que nos custam algo. É aquele clichê de "só valoriza depois que perde" e nesse caso, não perdi nada, mas o tempo que eu tenho para curtir minha casa e fazer minhas coisas é bem escasso. 

Por isso tenho cultivado os pequenos rituais que me deixam feliz que vão desde o café demorado de manhã (o que eu tento repetir ao longo da semana, que é meu momento-domingo de todos os dias), até a pizza de fermentação natural no final da noite. 

Gosto em especial de prestar atenção nos detalhes e sensações que acabam me escapando na velocidade em que passa a semana: a fumacinha em espiral que sobe quando a água encontra o pó de café; o cheirinho da panqueca de banana; os brotinhos novos das plantas (quando estas vão bem); a luz da tarde que bate na sala de um jeito que eu nunca vejo pois não costumo estar em casa neste horário e que é bem diferente do jeito que irá bater no inverno. 

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Olho para a minha casa e fico feliz, quase não acredito que eu moro aqui. E penso que eu posso não passar tanto tempo nela quanto eu gostaria ou acho ideal, mas de modo geral, quando estou aqui, eu estou aqui, sabe? Não quero estar em nenhum outro lugar. Sei como é não estar de verdade onde se está, com a cabeça a mil, distraída e acho que é por isso que para mim, estar presente percebendo o que me faz feliz, já é maravilhoso.

os trinta

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Agora eu tenho 30! E escrevi sobre essa data em meio a uma retrospectiva de final de ano no meu recém-inaugurado Medium. Fico sempre um pouco confusa sobre onde e o que postar as coisas. Confundo o Instagram pessoal com o da Simplee (que é o mais ativo) e aqui no blog é a mesma coisa. Acabo tendo vontade de escrever sobre coisas que não tem a ver com o trabalho que desenvolvo na Simplee.

Já tive um blog meu, o mimetismo defensivo, que passou por inúmeras fases, mas esse eu parei mesmo de usar (inclusive fui olhar ele agora e tem coisa boa lá. lembrei porque não deletei ele ainda), então resolvi escrever sobre os 30 e os aprendizados do ano ali no Medium mesmo.

Acho que escrever sempre esteve presente em mim, então continuarei escrevendo em vários ou em um só lugar sobre tudo que der vontade. 

arranjo de natal

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Algo que fazemos aqui em casa todo Natal é pensar a decoração da mesa no mesmo dia da ceia. Nunca temos nada planejado mas ainda assim, eu e a minha mãe sempre acabamos pensando em algo. 

Não me lembro de pensar nisso quando criança, mas acho que de uns 10 anos pra cá, eu comecei a me preocupar mais com isso. É uma preocupação do tipo boa, daquelas que gostamos de ter. 

E uma mesinha arrumada dá gosto de ver, né? Não precisa ser nada muito grandioso e no caso aqui de casa sempre foi tudo muito simples. Nem todo mundo repara, a maioria não dá bola, bagunça tudo em quinze minutos mas eu gosto mesmo assim. 

Teve ano que a gente comprou uns enfeites prontos e não muito duráveis, com pinhas douradas e castiçais feios, teve ano que eram só velinhas, depois veio o advento do Pinterest, onde eu olhava uns arranjinhos com vidros, aquela coisa toda bem pouco brasileira que eu adaptava com o que eu tinha em mãos. E tiveram variações: vidro com pedra, vidro com vela, vidro com mato e água, vidro com frutinhas e deve ter tido mais coisa que eu não lembro. 

De uns tempos pra cá peguei um bode gigante do Pinterest e ano passado a gente nem estava em casa e lembro de ter tentado improvisar algo com alguns galhos que achei em volta da casa onde estávamos. 

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Mas enfim, este ano fui atrás de presente de última hora e precisava comprar uma toalha ou um tecido que cobrisse a mesa grande que fica lá fora, onde recebemos sempre as pessoas nessas ocasiões.

Nenhuma loja de tecidos aberta e conhecendo a família que eu tenho, optei por levar essa toalha de material plástico bege com detalhes meio perolados e foi a melhor escolha. Caiu vinho, caiu refrigerante, cerveja, comida e ela continuou linda, perfeita para a maratona de festas, churrascos e encontros que se seguem a partir do Natal. 

Atordoada com o sol quente, fiquei perambulando meio sem rumo pelo Centro (aqui de São José dos Campos) e entrei no Mercado Municipal, onde comprei essa cestinha que há tempos namoro. Não sabia se usaria, mas resolvi levar mesmo assim. 

Chegando em casa minha mãe já tinha feito alguns arranjos de frutas e nozes em pratos e eu, ela e meu irmão saímos para pegar mais coisas pois segundo ela, "faltava um verdinho". Essa é uma coisa que a gente faz bastante, andamos pelo condomínio e ficamos catando as frutas da época nas árvores que tem por aqui.

Agora pelo visto é época de carambola. Acerola vejo em outras épocas e agora também tinha bastante. E o nosso arranjo foi esse: carambola, frutas e galhos de acerola, só. E eu gostei tanto dele!

Acho que os arranjos de mesa daqui de casa são como tudo o que a gente faz na vida. Quando a gente não quer ser ninguém além da gente mesmo, quando não temos a pretensão de parecer com nada nem com ninguém e só faz o possível com o que tem ao nosso alcance, não tem erro: o resultado não pode ser nada além de algo único e especial. 

(e eu não sei como escrevi tanto a partir de um arranjo de mesa haha mas só foi.)

pão, pizza e cesta

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O primeiro feriado de novembro passou voando. Recebemos amigos em casa, passeamos bastante, comemos um outro tanto e quando tinha um tempinho em casa, eu fiz cesta.

Nosso amigo trouxe de presente um levain, um fermento vivo que você tem que ir alimentando toda semana e que dá para ir usando infinitamente para fazer pães e pizzas. Eu não sou a padeira da casa, mas fiquei feliz com a empolgação dos meninos e mais ainda quando tinha esse pão maravilhoso, quentinho e cheiroso na mesa do café. Sério, poderia comer infinitamente. 

Uma das coisas boas de receber amigos é ter a desculpa perfeita para fazer todos aqueles passeios que você acha legal mas nunca vai ou mesmo para visitar novamente seu lugares favoritos. 

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De noite, já bem cansados em casa, enquanto colocava o papo em dia e esperava para comer alguma delícia, lá estava eu, enrolando a lã na corda de sisal.  É mesmo um vício.

Na última noite juntos, colocamos o levain para trabalhar em algumas pizzas e constatamos que embora as pizzas que fizemos até aqui sejam muito boas, uma pizza com massa de fermentação prolongada, é realmente muito melhor. 

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Por fim, no domingo fiz tudo que mais gosto: tomei um café da manhã longo, arrumei a casa e cuidei das plantas, assisti a um documentário bem legal e terminei minha cesta.

A semana começou com um sentimento de contentamento tranquilo e a manhã de segunda-feira foi bem produtiva e consegui inclusive tirar fotos da cesta nova antes de sair para o trabalho: 

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Fiquei feliz em ver em que 10m de corda podem se tornar. E já quero começar outra. :)

os momentos simples

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Acho que o café da manhã é minha refeição favorita, embora eu goste muito de todas. Adoro o cheiro de café sendo coado na hora e como ele se apossa da casa. Adoro panqueca de banana, crepioca, tapioca, pão na chapa, granola e um suquinho de laranja para completar. 

A Simplee nasceu tendo isso em mente, esses momentos que são de certa forma comuns e simples, mas únicos e valiosos. Eu queria que os objetos que eu criasse através da Simplee fizessem parte desse sentimento e que fossem como lembretes do que realmente importa. 

Hoje eu acho que a Simplee está muito além de produzir algum produto. Ela é para mim esse lembrete que eu queria que os objetos fossem na vida das pessoas. O lembrete de estar aqui e agora. 

centro de mesa (ou a mesa mais bonita do mundo)

O final de semana rendeu tanto! No sábado fiz ótimas compras num brechó, passeei no centro, compramos coisas pra casa que estavam faltando, limpamos, colocamos o master chef em dia, fiz uma pipoca perfeita e terminei essa cesta/centro de mesa. 

No domingo, entre o café da manhã e a ida a feira fiz essas fotos e já constatei que esse vai ser meu local favorito para tirar fotos. :) 

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Essa cesta eu comecei antes da mudança e fiz com um resto de corda que eu tinha bem contado e fiquei com receio de que não desse para fazer ela inteira do tamanho que eu queria, mas deu certinho a quantidade. Gostei de fazer um formato mais aberto, como a primeiríssima cesta que eu fiz. 

Enfim, fiquei bem contente com esta cesta. E devo dizer: ela ficou linda no tampo novo que mandamos fazer para a mesa. Eu realmente estou muito feliz de ter finalmente feito o que eu queria com a minha mesa de mais de 11 anos.

Esta mesa me acompanhou durante toda a faculdade, viu muito trabalho ser feito de madrugada, muito estilete cortando isopor, muitas jantas e cafés longuíssimos e pelo menos umas 6 mudanças. Mantive os pés brancos originais dela, super firmes e bons e mandei fazer esse tampo de teca. Era o que eu queria ter feito há mais de dois anos quando me mudei para São Paulo, mas só agora consegui realizar. Tem coisa que demora, mas quando a gente quer, uma hora ela vem. :)

Um dia coloco foto dela inteira por aqui, mas por enquanto, fica certo que este vai ser meu cenário de fotos daqui pra frente!