registro

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reter um momento é tão surreal e maravilhoso mas pra gente isso já se tornou algo bobo, banal, corriqueiro. temos centenas (pra não dizer milhares) de registros que ocupam espaço de memória em nossos smart phones que, sabemos, não iremos rever. 

a gente tira uma, duas, três fotos sem pensar muito. sem muito preciosismo ou apreço. elas saem desfocadas, tremidas e mal enquadradas. e ficam lá, paradinhas nas memórias de celular, nos hds, nas nuvens. 

talvez por isso eu goste tanto dos registros bem feitos e admire quem consegue ficar ali focando e desfocando manualmente, trocando lentes, com a câmera pendurada no pescoço.

preciosismo de câmera eu nunca tive. adoro o “automático”. penso que se aquele botão está ali é porque é para estar e facilitar a nossa vida. sou preguiçosa e impaciente. quero que saia lindo logo de cara e bom, nunca sai. haha

o que é ótimo, pois daí aprecio e valorizo muito quem consegue fazer isso com graça e maestria, com toda a parafernalha, a troca de lentes, o foco manual, a sensibilidade, a noção de luz e ainda todo o tratamento que vem depois. que bom que existem essas pessoas no mundo! 

e esse texto é só para falar do quanto é gratificante ver nosso trabalho através dos olhos do outro (das lentes, se preferir o clichê fotográfico). e é gratificante ter um registro tão bom de um dia tão agradável como foi esse dia da Fêra Féra. 

cada dia mais eu percebo que produzir faz mais sentido quando é para um evento, um dia, uma feira. pelo menos para o meu momento atual, de me desdobrar pra fazer várias coisas. o evento-acontecimento de participar de feiras demanda preparo, uma espera, um ritual. e eu gosto muito disso. além do que, o durante é sempre maravilhoso e a troca com as pessoas é a melhor parte. 

*registros da Fêra Féra por Leonardo Sang