simplee life

experimento e algumas reflexões pessoais | tear circular

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Comecei o ano cheia de iniciativa e vontade de colocar coisas em prática. Talvez uma fuga, uma defesa das notícias terríveis sobre medidas do governo que mal começou e já causa tanto desânimo e desespero (bleh).

Pois bem, encomendei meu kit de tear circular decidida a tentar uma nova maneira de usar toda a lã que tenho além de fazer o que eu mais gosto, que é aprender algo novo. O kit chegou muito rápido! E na mesma hora já comecei a seguir um tutorial no youtube.

Mesmo parecendo fácil, fiz e desfiz o trabalho pelo menos umas 3 vezes, até que resolvi ir até o final pra ver no que dava. No tutorial que eu vi, os pontos eram intercalados, o que demandava um foco bem grande da minha parte, ou seja, nada de ficar pensando na vida enquanto fazia.

Acostumada a fazer coisas manuais quase como lazer, conversando, vendo filme, Master Chef ou ouvindo podcasts, manter a atenção e o foco não foi fácil. Eu me perdia nos pontos e em vez de intercalar, acabei fazendo o mesmo ponto nos mesmos pinos, o que resultou em algo completamente diferente do esperado e o do qual não gostei muito.

Outra coisa: percebi que a lã que eu tenho (e que não é pouca e que me propus a usar em sua totalidade em vez de comprar) é mais fina do que a do tutorial e os pinos do tear, um pouco mais afastados. O que não vai me impedir de continuar, é claro.

a primeira foto foi com o vaso da planta com folhas comidas pelos gatos. a segunda com um vaso do mesmo tamanho de um cacto, que de longe ficou muito feia, mas que no detalhe ficou boa. :)

a primeira foto foi com o vaso da planta com folhas comidas pelos gatos. a segunda com um vaso do mesmo tamanho de um cacto, que de longe ficou muito feia, mas que no detalhe ficou boa. :)

Mas o que mais me intrigou é que a medida que ia trabalhando, fui ficando ansiosa. E confrontei uma parte de mim a qual eu não gostaria muito que fosse verdade: a Paula sem paciência. Eu penso muito. Conjecturo muito e planejo muito até (ou principalmente) nas coisas que eu faço aqui na Simplee e que poderiam ser muito mais leves, como eu gosto de acreditar que são.

Sinto que em vez de curtir a coisa toda, do aprendizado, do momento, eu fico apegada ao que deveria ser e no que eu gostaria que fosse o resultado final. Quando me deparo com a mediocridade do primeiro trabalho, já considero um fracasso total e quero partir pra outra. Não dou tempo para a técnica e nem para eu mesma dominá-la. O que talvez explique a quantidade de coisas que já aprendi, que já fiz cursos, que comecei e não continuei, pelo simples fato de eu, de cara, não dominar a técnica e ser a melhor.

Diante de auto análises e reflexões como essas (mesmo que um pouco desconfortáveis), o quanto é prolífico fazer um trabalho manual e como qualquer coisa pode se tornar uma ferramenta de autoconhecimento. As lições que eu levo da experiência de ontem (e que tentarei aplicar daqui pra frente) são: não ser tão dura comigo mesma, não levar as coisas tão a sério, não criar expectativas, ter paciência e continuar fazendo, enquanto me trouxer alegria, é claro.

simplee receita | abóbora picante vegana | #usaoquetem

abóbora picante acompanhada de quinoa e bolinhos de arroz

abóbora picante acompanhada de quinoa e bolinhos de arroz

Comida é tudo (ou quase) para mim. E assim como muita gente, planejo minha rotina em torno das refeições. Seja para comemorar alguma coisa, reunir amigos ou dar um passeio, pode apostar que eu estou pensando em comida no meio de tudo isso.

Este ano resolvi assumir esse protagonismo que as refeições têm na minha rotina e incluir as comidas no conjunto de coisas que eu faço. Pois mesmo quando a vida está corrida e eu não estou produzindo cestos ou acessórios, eu não deixo de comer ou pensar em comida. E já que aqui na Simplee eu compartilho várias partes da minha vida e do que eu sou, nada mais natural do que falar (mais) explicitamente sobre comida também.

meu pratinho momentos antes de ser devorado

meu pratinho momentos antes de ser devorado

Como estou em recesso de final/início de ano, estou tendo o prazer de ficar mais tempo em casa e além de colocar leituras e pendências em dia, estou cozinhando (ou observando o meu companheiro, que cozinha mais do que eu, cozinhar).

Hoje, por exemplo, preparei o almoço no melhor estilo #usaoquetem. Olhei a geladeira e com umas inspirações vistas recentemente no instagram, fui pegando o que tinha e montando o cardápio na minha cabeça. O arroz integral que sobrou de ontem e queimou um pouco virou bolinho de arroz com cenoura e a abóbora cabotiá virou a minha abóbora picante, que vou compartilhar a receita aqui. Além disso, fiz um pouco de quinoa para acompanhar.

Mas vamos ao que interessa: a abóbora.

Ingredientes:

  • 1/4 de abóbora cabotiá descascada, sem sementes e cortada em cubos.

  • um pedacinho de gengibre ralado

  • 1/2 cebola picadinha

  • 1 dente de alho pequeno picado

  • 1 colher de sopa de azeite (aproximadamente) para dourar a cebola e o alho

  • 1 colher de sopa de páprica picante

  • 100g de extrato de tomate (aproximadamente)

  • 1/4 de uma garrafinha de leite de coco

  • sal a gosto

  • pimenta do reino a gosto

  • molho de pimenta a gosto (usei um a base de tomate e pimenta dedo de moça que a minha mãe faz)

  • cebolinha a gosto para finalizar

Modo de preparo:

Comece picando a abóbora e reservando-as em um pote. Cobrir os pedaços de abóbora com água e reserve. Em uma panela de ferro já aquecida, juntei o azeite, a cebola e o alho até dourar. Manter o fogo baixo e adicionar então o gengibre, o sal, a pimenta do reino (eu uso um moedor daqueles de madeira, então não sei especificar exatamente o quanto vai) e por último, a páprica picante. Mexer bem com uma colher de pau e depois adicionar o extrato de tomate.

lembrei de tirar foto somente nesta etapa, logo após acrescentar o leite de coco.

lembrei de tirar foto somente nesta etapa, logo após acrescentar o leite de coco.

Mexer até todos os ingredientes ficarem misturados. Junte a abóbora e pouco mais que a metade da água que estava no recipiente. Acrescente o molho de pimenta (opcional) e mexa para que a abóbora se misture com os demais ingredientes e depois acrescente o leite de coco. Mexa mais um pouco e tampe a panela mantendo o fogo baixo por cerca de 15 a 20 minutos ou até que a abóbora esteja macia. Cuide para que ela não passe do ponto e venha a desmanchar. Acrescente a cebolinha, tampe novamente e apague o forgo até a hora de servir.

sempre que compro cebolinha e/ou salsinha, eu lavo, corto tudo, coloco em um pote e congelo. Assim, vou usando os temperos aos poucos.

sempre que compro cebolinha e/ou salsinha, eu lavo, corto tudo, coloco em um pote e congelo. Assim, vou usando os temperos aos poucos.

Gosto de receitas e fotos assim: rápidas. Gosto de registrar mas sem que isso tome muito meu tempo e faça eu perder o momento ou o meu prato esfriar. E hoje eu fiquei tão feliz com o resultado tanto da comida como do registro, que logo passei as fotos para o computador e comecei a escrever.

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É bom que a gente atente para as coisas que nos colocam em movimento desta forma. É o que a comida e o compartilhar as coisas sempre fazem comigo. Espero que a simples ação de fazer o almoço hoje possa colocar outras pessoas em algum tipo de movimento também.

ano novo

Comemoro meu aniversário praticamente junto com o Ano Novo. A maratona de festas parece não ter fim: tem a véspera e o dia de Natal, esse ano teve uma reunião de família em um sítio no dia 27; tem meu aniversário no dia 30 e no dia 31 tem o sempre esperado Ano Novo!

Mesmo meio cansada sempre surge aquela força interior para comemorar mais uma volta ao sol. Geralmente, passo meus aniversários na casa dos meus pais ou em trânsito para algum lugar (nos últimos anos, indo pra Floripa ver amigos), mas dessa vez fiz uma comemoraçãozinha aqui em casa.

A exemplo da decoração de Natal, que falei esses dias no Instagram, eu sempre acabo me empolgando e antes que eu me dê conta, já comecei a preparar algum tipo de celebração.

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Logo que o recesso de fim de ano começou, resolvi desenterrar projetos antigos de costura. Consegui terminar dois. Um deles consistia em dar uso a esse pedaço de tecido de bolinhas comprado há mais de 5 anos e transforma-lo em uma toalha de mesa. Check.

O outro era finalizar essas bandeirinhas. No final de 2014 cortei esses triângulos de tecidos que tinha acumulado em casa. Estava de mudança de Florianópolis para São Paulo e queria comemorar meu aniversário/despedida no melhor estilo pinterest (aqui cairia bem um emoji de olhinhos virados pra cima). Lembro de não consegui costurar as bandeirinhas a tempo e pendurei os triângulos de tecido no improviso com uma linha.

Chamei todos os amigos que não tinham viajado para ir até um parque para um piquenique. Só que estava muito quente e as pessoas apareceram só na hora da chuva. Ficamos todos ensopados e fomos pra minha casa cheia de caixas de mudança se secar até a hora de sairmos para a “balada”. Haha

Tudo isso para dizer que foi significativo costurar finalmente essas bandeirinhas. Pra mim, tem algo bastante simbólico em finalizar um projeto inacabado. É bom colocar um ponto final nas coisas e nas histórias, pra gente poder seguir em frente.

No dia 29, costurei as bandeirinhas não do jeito que eu tinha planejado, com um viés, todo bonito (que até cheguei a comprar mas que molhou e estragou em uma chuva fortíssima na véspera de natal haha), mas sim com uma fita preta, dessas de presente, que estava parada desde 2012 nas minhas coisas.

Pensamos em um cardápio fácil e prático para receber alguns familiares e amigos, comprei o último bolo da loja de bolos, que por sorte era de um sabor que eu amo, de abacaxi com coco, e de noite fizemos as compras.

Deixamos algumas coisas encaminhadas na noite anterior mas acordamos às 9h para deixar tudo pronto até às 11h. Assim que terminamos e nos arrumamos, preparei duas taças de mimosa, aquele drink de espumante com suco de laranja.

Os convidados começaram a aparecer depois do meio dia e a festa seguiu até depois das 20h. Dos preparativos ao parabéns, foi um dia bom e agradável. Sem correria, sem stress, com presença, muitos abraços e risadas, que é como eu desejo passar meus 31 e os anos que virão a seguir.

simplee receita | panqueca de banana ❤

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É só olhar o instagram da Simplee para perceber o quanto eu gosto de tomar café da manhã. Acho a refeição mais gostosa do dia, a luz é linda e agradável e o cheiro de café é a melhor coisa do mundo. Então, mais do que um ritual, tomar café da manhã virou uma grande prioridade e na minha rotina. Acordo pelo menos 1h30 mais cedo, só para tomar um café bem demorado e gostoso (e quando não acordo 1h30 mais cedo eu atraso tudo mas não apresso meu café haha).

Na maioria das fotos que eu tiro dos cafés da manhã a panqueca aparece como protagonista. De tão prática e rápida, teve uma época que eu comia panqueca todo dia, mas atualmente eu resolvi guardar ela para os finais de semana e para as ocasiões especiais, mas dependendo, se estiver com muita vontade ou com muitas bananas maduras passando do ponto, faço durante a semana também.

Sempre que eu menciono que como panqueca regularmente, as pessoas me perguntam a receita. Mas nunca consegui passar pois a verdade é que eu sempre fiz de olho e vou variando a receita conforme o que eu tenho disponível em casa. E de tanto perguntarem, resolvi escrever uma receita-base:

Panqueca de banana [versão "gorda" - rende duas panquecas médias ou uma grande]

Ingredientes:

  • 1 banana

  • 1 ovo

  • 1 copo americano de farinha

  • 2 col. de sopa de açucar (se a banana está madura, costumo nem colocar)

  • 1 col. de sobremesa de fermento em pó

  • 2 col. de chá de canela em pó

  • + ou - 1/3 de copo americano de água

  • óleo de coco para fritar

Modo de preparo:

  1. Em uma tigela, amassar a banana com um garfo.

  2. Acrescentar o ovo e mexer

  3. Acrescentar o açucar, a canela e a farinha. Mexer.

  4. Vá acrescentando água aos poucos até que a massa adquira textura.

  5. Acrescente o fermento e mexa o suficiente até que ele seja todo incorporado à massa.

  6. Untar uma frigideira antiaderente com óleo de coco, colocar em fogo baixo e despejar metade da massa na frigideira. Tampe e deixe por alguns minutos até que a massa esteja firme o bastante para virar (+ ou - 2 min).

  7. Vire a panqueca com a ajuda de uma espátula, tampar e deixar por mais 1 min. Se preferir, pode desligar o fogo assim que colocar a massa e deixar a massa cozinhar com o calor da frigideira enquanto você faz outra coisa ou coloca a mesa.

  8. Caso não vá servir imediatamente, ao retirar do fogo, coloque a panqueca em uma grade de confeiteiro (eu uso o descanso de panela de metal que eu tenho aqui) para ela não "suar” no prato.

E pronto! Eu gosto de comer com mel, com doce de leite, com morango, ou pura mesmo, porque ela é uma delícia. Como eu disse, essa é a versão para quem não está de dieta/não tem restrições alimentares. Eu costumo substituir a farinha branca por farinha de aveia ou farinha integral. Dá para usar aveia em flocos finos, dá para fazer sem ovo (misturando bem a banana com a aveia e untando bem a frigideira), dá para acrescentar cacau, chia, nozes, enfim, o que você quiser. Como toda receita, dá para testar e inventar muita coisa. A gente já fez até uma variação com maçã ralada, que fica muito muito boa. E também já usamos beterraba, que fica com uma cor linda.

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Espero que quem leia esse post se anime a fazer a panqueca e que essa delícia possa também fazer parte do seu ritual da manhã.

o desafio de se usar o que tem (stash less)

meu estoque lá em 2016. olha quanto barbante eu ainda tinha! as linhas estão todas aqui ainda, mas várias dessas coisas já se foram ou ganharam um novo uso. bom, né?

meu estoque lá em 2016. olha quanto barbante eu ainda tinha! as linhas estão todas aqui ainda, mas várias dessas coisas já se foram ou ganharam um novo uso. bom, né?

Muita gente não sabe mas em novembro de 2016, me lancei o desafio #usaoquetem (clica no link, que eu explico de onde veio essa ideia), em que eu me desafiava a usar majoritariamente matérias que eu já tinha em casa para produzir minhas coisas. 

A produção da Simplee até aqui se baseou neste princípio, de evitar comprar matérias primas e usar o que já tinha disponível. Com o passar do tempo, deixei de divulgar esta característica do meu trabalho, mas nunca deixei de praticar, continuo usando o mesmo barbante, as lãs que estavam estocadas na casa da minha sogra por anos e anos, os tecidos aos poucos vão ganhando novos usos.

O desafio #usaoquetem foi uma maneira que encontrei de ser mais consciente na minha produção além de evitar o acúmulo e pensar mais nas minhas escolhas, principalmente no que diz respeito à compra de materiais. 

Quando fui visitar meus amigos em BH no Carnaval, a Erica me mostrou o desafio #stash_less, do blog The Craft Sessions, que me fez lembrar e muito do meu #usaoquetem. Até a foto lembrava bastante a que eu usei! 

Ao ler o blog vi como eu fui negligente quanto ao propósito do meu desafio e que tem muita gente levando a sério uma questão que eu, por achar que ninguém estava ligando, deixei de falar sobre. Bobagem né? Foi bom que eu fiquei com isso mais claro para mim e tive mais clareza de que eu deveria sim, falar mais sobre isso por aqui e nos meus posts do Instagram. 

Sigo comprando quase nada de material, atualmente só a corda de sisal, que uso como base das cestas, e os fechos e couro utilizados para fazer os acabamentos dos colares. Os barbantes seguem quase os mesmos de 1 ano e meio atrás, as lãs também, que são os materiais que tenho usado mais. 

As linhas de bordado estão aqui, aguardando a febre do bordado voltar e os tecidos vão sendo usados aos poucos. Espero usar até o algodão mais simples para fazer alguns paninhos de copa e capinhas para os cestos. Agora em janeiro usei um tecido listrado (que aparece ali embaixo da pilha de tecidos na foto e que eu tenho há mais de 6 anos!) em uma encomenda muito fofa que fiz para uma colega de trabalho. 

Uma boa meta para 2018: divulgar mais meus propósitos e objetivos e compartilhar mais aqui no blog e em outras redes como eu tenho desenvolvido meu trabalho usando o que tenho.

processos e começos

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Separei essas fotos que tirei entre o dia 31 de dezembro e 4 de janeiro para escrever sobre o processo de se fazer uma cesta. 

Normalmente este processo é bem tranquilo e gostoso, por isso faço cestas em horários de descanso, porque eu realmente sinto que é um descanso. 

Como o tempo normalmente é escasso, toda oportunidade e tempo livre que eu tenho, (e se cabe no momento, claro) estou fazendo cestas. Caso esteja fora de casa, como foi o caso no ano novo, eu coloco os materiais todos numa sacolinha e levo comigo. 

Fazendo cesta na casa da  Iana  e do Dudu, onde passamos o ano novo. Chá, boas companhias e trabalhos manuais: melhor combinação não há. :)

Fazendo cesta na casa da Iana e do Dudu, onde passamos o ano novo. Chá, boas companhias e trabalhos manuais: melhor combinação não há. :)

Esta é uma coisa maravilhosa das cestas e se adapta muito à minha vida hoje: o fato de elas serem portáteis durante o processo (ou quase sempre portáteis). Além disso, eu dependo só das minhas mãos, da corda, do fio e da agulha. Essa liberdade e independência são qualidades que me ganharam nesse processo de aprender a fazer cestos. 

Já fiz cestos durante uma viagem de ônibus e às vezes eu faço cestos enquanto estou conversando com alguém, o que é mais raro, mas acontece. O mais comum é fazer enquanto meu namorado vê jogos de basquete ou quando estamos assistindo (eu no caso, quase só ouvindo) Masterchef.

E foi isso que eu fiz nos dias de descanso que seguiram a passagem do ano, descansei muito, conversei, gargalhei, comi bastante e terminei uma cesta. Acho que foi um dos melhores e mais tranquilos começos de ano que já tive. 

a primeira cesta do ano!

a primeira cesta do ano!

E começar o ano bem é uma coisa muito boa, não é?

arranjo de natal

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Algo que fazemos aqui em casa todo Natal é pensar a decoração da mesa no mesmo dia da ceia. Nunca temos nada planejado mas ainda assim, eu e a minha mãe sempre acabamos pensando em algo. 

Não me lembro de pensar nisso quando criança, mas acho que de uns 10 anos pra cá, eu comecei a me preocupar mais com isso. É uma preocupação do tipo boa, daquelas que gostamos de ter. 

E uma mesinha arrumada dá gosto de ver, né? Não precisa ser nada muito grandioso e no caso aqui de casa sempre foi tudo muito simples. Nem todo mundo repara, a maioria não dá bola, bagunça tudo em quinze minutos mas eu gosto mesmo assim. 

Teve ano que a gente comprou uns enfeites prontos e não muito duráveis, com pinhas douradas e castiçais feios, teve ano que eram só velinhas, depois veio o advento do Pinterest, onde eu olhava uns arranjinhos com vidros, aquela coisa toda bem pouco brasileira que eu adaptava com o que eu tinha em mãos. E tiveram variações: vidro com pedra, vidro com vela, vidro com mato e água, vidro com frutinhas e deve ter tido mais coisa que eu não lembro. 

De uns tempos pra cá peguei um bode gigante do Pinterest e ano passado a gente nem estava em casa e lembro de ter tentado improvisar algo com alguns galhos que achei em volta da casa onde estávamos. 

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Mas enfim, este ano fui atrás de presente de última hora e precisava comprar uma toalha ou um tecido que cobrisse a mesa grande que fica lá fora, onde recebemos sempre as pessoas nessas ocasiões.

Nenhuma loja de tecidos aberta e conhecendo a família que eu tenho, optei por levar essa toalha de material plástico bege com detalhes meio perolados e foi a melhor escolha. Caiu vinho, caiu refrigerante, cerveja, comida e ela continuou linda, perfeita para a maratona de festas, churrascos e encontros que se seguem a partir do Natal. 

Atordoada com o sol quente, fiquei perambulando meio sem rumo pelo Centro (aqui de São José dos Campos) e entrei no Mercado Municipal, onde comprei essa cestinha que há tempos namoro. Não sabia se usaria, mas resolvi levar mesmo assim. 

Chegando em casa minha mãe já tinha feito alguns arranjos de frutas e nozes em pratos e eu, ela e meu irmão saímos para pegar mais coisas pois segundo ela, "faltava um verdinho". Essa é uma coisa que a gente faz bastante, andamos pelo condomínio e ficamos catando as frutas da época nas árvores que tem por aqui.

Agora pelo visto é época de carambola. Acerola vejo em outras épocas e agora também tinha bastante. E o nosso arranjo foi esse: carambola, frutas e galhos de acerola, só. E eu gostei tanto dele!

Acho que os arranjos de mesa daqui de casa são como tudo o que a gente faz na vida. Quando a gente não quer ser ninguém além da gente mesmo, quando não temos a pretensão de parecer com nada nem com ninguém e só faz o possível com o que tem ao nosso alcance, não tem erro: o resultado não pode ser nada além de algo único e especial. 

(e eu não sei como escrevi tanto a partir de um arranjo de mesa haha mas só foi.)

pão, pizza e cesta

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O primeiro feriado de novembro passou voando. Recebemos amigos em casa, passeamos bastante, comemos um outro tanto e quando tinha um tempinho em casa, eu fiz cesta.

Nosso amigo trouxe de presente um levain, um fermento vivo que você tem que ir alimentando toda semana e que dá para ir usando infinitamente para fazer pães e pizzas. Eu não sou a padeira da casa, mas fiquei feliz com a empolgação dos meninos e mais ainda quando tinha esse pão maravilhoso, quentinho e cheiroso na mesa do café. Sério, poderia comer infinitamente. 

Uma das coisas boas de receber amigos é ter a desculpa perfeita para fazer todos aqueles passeios que você acha legal mas nunca vai ou mesmo para visitar novamente seu lugares favoritos. 

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De noite, já bem cansados em casa, enquanto colocava o papo em dia e esperava para comer alguma delícia, lá estava eu, enrolando a lã na corda de sisal.  É mesmo um vício.

Na última noite juntos, colocamos o levain para trabalhar em algumas pizzas e constatamos que embora as pizzas que fizemos até aqui sejam muito boas, uma pizza com massa de fermentação prolongada, é realmente muito melhor. 

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Por fim, no domingo fiz tudo que mais gosto: tomei um café da manhã longo, arrumei a casa e cuidei das plantas, assisti a um documentário bem legal e terminei minha cesta.

A semana começou com um sentimento de contentamento tranquilo e a manhã de segunda-feira foi bem produtiva e consegui inclusive tirar fotos da cesta nova antes de sair para o trabalho: 

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Fiquei feliz em ver em que 10m de corda podem se tornar. E já quero começar outra. :)

um canto

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Há épocas na vida nas quais a gente só quer descansar. Descansar o coração, o corpo e a cabeça. Nos últimos dois anos eu não parei muito tempo em lugar algum, morei com meus pais, morei com amigos, passava um tempo aqui e ali, mas nunca mais que alguns meses em um mesmo local. 

Para  a Simplee, esse momento de confusão, de ir e vir, foi muito prolífico. A Simplee nasceu nesse momento da minha vida e acredito que só por causa desse momento. E foi bom, fiz bastante coisa mas às vezes, não ter um lugar para organizar as ideias, para produzir (sem atrapalhar as outras pessoas que moravam comigo) fazia bastante falta. 

Mas eis que agora além de ter um lugar querido onde pousar todos os dias, tenho também um canto da Simplee (e da Piscina), onde eu posso guardar todas as minhas quinquilharias, embalagens, materiais e ferramentas e é claro, produzir, ficar sozinha, pensar nos próximos passos da Simplee. 

Só de olhar essa foto, eu tenho vontade de sorrir e tem sido assim ao olhar cada canto da casa. :)

Seria bem mais fácil se não fosse assim, mas acredito que às vezes as pessoas precisam de um 'sacode', passar por uns apertos (e apertos bem de leve, no meu caso), para olhar e valorizar o que se tem, o que se construiu, o que se conquistou e agradecer. Todos os dias. 

dia de fêra

Geralmente as semanas que antecedem uma participação em feira são bem intensas e corridas mas confesso que a semana que antecedeu a Fêra Féra X  foi uma das semanas em que me senti mais viva dos últimos tempos. 
E sincronicamente o freela que já vinha rolando desde janeiro, acabou na sexta anterior. Não é mágico isso? Eu tenho pra mim que é o universo me dizendo "vai!". Bom, eu fui. 

Dias antes terminei de produzir alguns itens, produzi outros novos, fiz aquele tour inesquecível na 25 de março (rolê esse que é praticamente inevitável e que sempre quando você tem que ir vem a memória de como foi a última vez, que te faz repensar todo o sentido da vida e você se pergunta por que raios você tem que ir de novo lá mas no fim você cria coragem e vale a pena pelos achados a preços módicos), montei colares, bordei e me organizei para ficar com tudo em ordem antes do prazo pra não rolar aquele desespero de última hora. 

Mas dessa vez teve um leve e maravilhoso agravante na história. E quando eu digo maravilhoso é maravilhoso mesmo, sem ironia: o Tempero M, empreitada que eu e meu irmão estamos há mais de ano querendo tirar do papel e voilà, conseguimos (com ajuda da Mama, claro)! O que implica um pouco mais de correria, daquele tipo bem doida mas que vale a pena no final. Aliás, visitem as páginas do tempero, espalhem para os amigos. Ele é maravilhoso!

Como ja falei uma vez aqui no blog, é muito gratificante participar da Fêra Féra. O clima é muito bom, os expositores são lindos e a gente se sente em casa. E eu tenho um carinho muito grande por ela, já que foi a primeira que me acolheu e acolheu a Simplee, um ano atrás. 

Participar da fêra em uma data tão simbólica pra mim, foi memorável. E eu fiquei muito orgulhosa de tudo que consegui evoluir até aqui. É um sentimento quase como de dever cumprido só que não porque tenho muito chão ainda pra caminhar. Mas né? Vamos valorizar cada passo, não é? 

*todas as fotos por Leonardo Sang.

coisas chatas acontecem

é, elas acontecem. geralmente a gente quer cobrir, a gente quer fingir que elas não existiram, sentimos vergonha, sentimos dor, desespero, qualquer coisa, mas a gente quer evitar as coisas chatas que acontecem com a gente. 

e olha, elas vão acontecer se precisarem acontecer e não há nada que a gente possa fazer para evitá-las. resistir, fingir que não é com a gente e soterrar os sentimentos só vai fazer com que o sentimento, acontecimento, seja lá o que for, vire uma bola de neve e tome proporções ainda maiores. 

nos últimos anos, talvez até nos últimos 3 ou 4 anos andei tendo umas experiências bem chatas, pra não dizer ridiculamente chatas e insuportáveis. haha e nesse meio tempo, talvez mais no último ano, eu fui buscar leituras, vídeos, palestras, meditações guiadas e até hipnose online (sim, isso existe no youtube) e o que eu aprendi, além de ter a oportunidade de me conhecer como nunca, é: as experiências estão aí pra ensinar coisas que precisamos aprender e a gente precisa se responsabilizar pelas coisas que acontecem com a gente e parar de se colocar como vítima, enxergando o problema sempre fora e nunca dentro, contando histórias pra gente mesmo sobre como o mundo é terrivel e as pessoas piores ainda.

olha, vou te contar que a vida parece bem menos terrivel quando você percebe que erra, que tem escolha, enfim, que você é responsável. é bom se reconhecer nos erros, nas coisas ruins e poder andar pra frente com muito menos peso na mochila eterna que carregamos durante a vida.

outra coisa que percebi é que é um treinamento e um aprendizado diário se colocar na vida desse jeito, se colocar no agora, perceber as coisas e estar mais consciente. é no dia a dia que a gente consegue aplicar as coisas e é no dia a dia que a gente aprende, devagar e sempre. 

quando o vasinho novo rachou e quebrou, me fez pensar sobre isso. e me fez pensar no processo. quantas coisas deram errado no meu processo com a Simplee? quantas coisas deram errado na minha vida? muitas! e tudo bem! porque eu não estaria onde eu estou agora, não seria a pessoa que eu sou agora e não teria aprendido tanto. 

a rachadura no vaso é mais uma parte do processo. eu poderia fingir que isso não aconteceu e que eu só faço vasos lindos que dão sempre certo? poderia. posso até tentar juntar as partes, posso refazer o vaso, mas ele nunca mais vai ser o mesmo porque mesmo que eu faça tudo de novo, é um novo vaso, feito de uma nova perspectiva. e é isso, a gente ao longo da vida vai ganhando perspectiva. vamos aprendendo com os erros, vamos buscar melhorar e principalmente ser menos duros com a gente mesmo e com as nossas falhas e fracassos. está tudo bem, sério!